Plasma rico em plaquetas (PRP) no ombro e cotovelo: entenda o tratamento

19 de maio de 2026
Falar Via WhatsApp

Quer saber como funciona o tratamento com plasma rico em plaquetas (PRP) no ombro e cotovelo?

Lesões nos tendões do ombro e do cotovelo podem causar dor persistente e limitar atividades simples do cotidiano, como levantar o braço, carregar objetos ou praticar esportes. 


Em alguns casos, quando os tratamentos convencionais não trazem melhora suficiente ou mesmo quando a cirurgia não está nos planos a medicina regenerativa surge como uma alternativa.


Entre as opções disponíveis, o plasma rico em plaquetas (PRP) tem se destacado por utilizar os próprios mecanismos de cicatrização do organismo para estimular a recuperação dos tecidos lesionados de maneira prática e pouco invasiva.


Quando aplicado diretamente na área lesionada, esse concentrado estimula o processo de cicatrização e favorece a recuperação de tendões e outras estruturas afetadas. 


O que é o plasma rico em plaquetas (PRP) e como ele funciona no organismo?


As plaquetas é um dos componentes do sangue conhecidas por seu papel na coagulação. 


Quando ocorre um corte ou sangramento, por exemplo, elas atuam para estancar o sangue. 


Esse mesmo mecanismo também acontece dentro do organismo em situações como fraturas ou lesões em diferentes tecidos, ajudando a controlar o sangramento inicial.


Contudo, as plaquetas têm outra função muito importante que muitas pessoas desconhecem. 


Além de interromper o sangramento, elas permanecem no local da lesão e liberam sinais químicos que atraem outras células responsáveis pelo processo de reparação dos tecidos. 


Esses sinais estimulam a regeneração e a cicatrização, tanto em lesões externas quanto internas (no corpo todo).


É justamente esse mecanismo natural de sinalização celular que fundamenta o uso do plasma rico em plaquetas (PRP) na medicina regenerativa. 


Plasma rico em plaquetas (PRP) no ombro e cotovelo: como funciona essa abordagem?


Nesse tratamento, coletamos sangue do próprio paciente em tubo de exame de sangue convencional e colocamos em uma centrífuga para separar os diferentes componentes. 


Desta forma, é possível concentrar a parte que contém maior quantidade de plaquetas, formando o chamado plasma rico em plaquetas. 


Então, aplicamos esse material diretamente na região lesionada, como em tendões ou outras estruturas afetadas.


O objetivo da aplicação do PRP é estimular o processo de cicatrização e regeneração do tecido lesionado, aproveitando a capacidade natural das plaquetas de sinalizar e ativar células reparadoras. 


Costumamos indicar esse tipo de tratamento principalmente em lesões parciais de tendões, nas quais ainda existe tecido capaz de cicatrizar.


Nestes casos, o tratamento estimula a cicatrização do tecido, contribuindo para a recuperação clínica, funcional do paciente e mesmo radiológica (observado na ressonância magnética).


O objetivo da medicina regenerativa, portanto, é favorecer a reparação do tecido lesionado e ajudar o paciente a retomar suas atividades sem dor, com melhor função e mesmo evitar uma cirurgia futuramente.


Lembrando que a maior parte das lesões do manguito rotador que começam como lesões parciais vão evoluir ao longo dos meses para uma lesão transfixante que precisará, portanto, de cirurgia para o reparo e resultado funcional sustentado.


No nosso blog, temos um artigo completo sobre a medicina regenerativa, acesse para saber mais!


Em quais casos o PRP pode ser indicado para tratar problemas no ombro e no cotovelo?


Podemos indicar o plasma rico em plaquetas (PRP) em algumas lesões do ombro e do cotovelo, principalmente quando há dano parcial aos tecidos e o objetivo é estimular o processo natural de cicatrização.


Confira abaixo:



  • Lesões parciais do manguito rotador: quando os tendões do ombro apresentam roturas, mas ainda existe tecido capaz de cicatrizar;
  • Tendinopatia do bíceps: degeneração com fissuras (lesão parcial) do tendão do bíceps no cotovelo, que pode causar dor e diminuição de potência do bíceps, mas até mesmo rotura completa após um certo tempo;
  • Epicondilite lateral (cotovelo de tenista): condição caracterizada por dor na parte externa do cotovelo causada por sobrecarga dos tendões;
  • Epicondilite medial (cotovelo de golfista): inflamação dos tendões na parte interna do cotovelo;
  • Tendinopatias crônicas com alterações estruturais: casos em que o tendão apresenta degeneração com rotura, fissura ou algum outro tipo de rompimento parcial.



Como realizamos o procedimento de aplicação do PRP na prática? O procedimento é doloroso ou exige anestesia?


A aplicação do plasma rico em plaquetas (PRP) é um procedimento geralmente realizado no próprio consultório médico com o auxílio de um profissional de biomedicina. 


Como explicamos, inicialmente, fazemos a coleta de uma pequena quantidade de sangue do próprio paciente, semelhante a um exame de sangue comum. 


Em seguida, colocamos esse material em uma centrífuga, equipamento que gira em alta velocidade para separar os diferentes componentes do sangue. 


Desta forma, é possível concentrar a fração que contém maior quantidade de plaquetas, formando o plasma rico em plaquetas, que será utilizado no tratamento.


Após a preparação do PRP, misturamos ácido hialurônico, higienizamos cuidadosamente a região a ser tratada e avaliamos o melhor local de aplicação através do ultrassom. 


A aplicação realizada com auxílio de ultrassonografia é essencial pois permite visualizar as estruturas em tempo real e direcionar o PRP com maior precisão para o tendão ou tecido lesionado, evitando uma série de complicações possíveis além do desperdício potencial do material aplicado no lugar errado (que leva à falha do resultado). 


Em seguida, injetamos o concentrado de plaquetas diretamente na área afetada, com o objetivo de estimular o processo natural de cicatrização.


O procedimento costuma ser rápido e, na maioria das vezes, é bem tolerado já que comumente utilizamos anestesia local para reduzir o desconforto durante a aplicação.


Plasma rico em plaquetas (PRP) no ombro e cotovelo: fale com o Dr. Guilherme Noffs


O tratamento com plasma rico em plaquetas (PRP) pode ser uma alternativa eficaz para estimular a cicatrização de lesões em tendões e outras estruturas do ombro e do cotovelo. 


O número de sessões necessárias pode variar de acordo com o tipo de lesão, o tempo de evolução do problema e as características individuais de cada paciente. 


Em alguns casos, uma única aplicação pode ser suficiente para iniciar o processo de recuperação, enquanto em outros podemos recomendar realizar duas ou três sessões para potencializar os resultados.


A melhora dos sintomas também não acontece de forma imediata, pois o PRP atua estimulando os mecanismos naturais de cicatrização do organismo. 


Em geral, os primeiros sinais de melhora podem surgir ao longo de algumas semanas, com evolução gradual da dor e da função da articulação. 


Esse tempo de resposta pode variar de paciente para paciente, dependendo de fatores como a gravidade da lesão, o estado do tendão, o nível de atividade física e a adesão à ao processo de reabilitação.


Por isso, a avaliação com o especialista é fundamental para definir se o PRP é realmente indicado para o seu caso, quantas sessões podem ser necessárias e qual é a melhor estratégia.


Se você apresenta dor persistente no ombro ou no cotovelo, tem diagnóstico de lesão tendínea ou deseja saber se a medicina regenerativa pode ajudar na sua recuperação, agende uma consulta com o Dr. Guilherme Noffs, especialista em ombro e cotovelo e membro da Sociedade Brasileira de regeneração tecidual.



Assim, realizaremos uma avaliação individualizada e indicaremos as melhores opções de tratamento!


Conheça o Dr. Guilherme Noffs

Dr. Guilherme atende em consultório particular como ortopedista de Ombro e Cotovelo e Especialista em Terapias da Dor no Hospital Albert Einstein Perdizes e na Clínica SEBE, Vila Mariana.


Além disso, atua no atendimento de urgências no Hospital Albert Einstein e realiza cirurgias nos Hospitais Sírio-Libanês, São Luiz - Rede D'Or e São Camilo.

Agendar Consulta
Infiltração de corticoide na ortopedia: o que ninguém te contou!
12 de maio de 2026
Quer saber como funciona a infiltração de Corticoide na Ortopedia? Dr. Guilherme Noffs é Ortopedista de Ombro em São Paulo e explica
Medicina regenerativa no ombro: quando suspender o uso de anti-inflamatórios?
5 de maio de 2026
Quer saber como se preparar para a Medicina Regenerativa no Ombro? Dr. Guilherme Noffs é Ortopedista de Ombro em São Paulo e explica
Tendinite do bíceps dolorosa: tratamento definitivo
28 de abril de 2026
Quer saber como tratar a Tendinite do Bíceps Dolorosa? Dr. Guilherme Noffs é Ortopedista de Ombro em São Paulo e explica
Conheça dois exercícios de ombro que mais causam lesões!
21 de abril de 2026
Sente dor no ombro ao treinar? Dr. Guilherme Noffs revela os 2 exercícios de musculação que mais causam lesões e como substituí-los para proteger sua articulação.
Tratamento injetável para epicondilite lateral: saiba mais!
14 de abril de 2026
A dor no cotovelo não melhora? Conheça os benefícios do tratamento injetável e da medicina regenerativa para epicondilite lateral com o Dr. Guilherme Noffs.
A cirurgia é o melhor tratamento para rotura do manguito rotador?
7 de abril de 2026
Descubra se a cirurgia é realmente necessária para tratar a rotura do manguito rotador. O Dr. Guilherme Noffs, ortopedista em São Paulo, explica as opções de tratamento conservador e regenerativo.
Mais Artigos