A epicondilite lateral, popularmente conhecida como “cotovelo de tenista”, é uma condição que causa dor crônica na parte externa do cotovelo.
Embora o nome remeta ao esporte, ela atinge principalmente praticantes de musculação, CrossFit e profissionais que realizam movimentos repetitivos de punho e mão.
Quando o tratamento convencional (repouso e fisioterapia) não traz o alívio esperado, as terapias injetáveis de medicina regenerativa surgem como a melhor alternativa para acelerar a cicatrização do tendão e evitar a cirurgia.
Por que a epicondilite lateral causa tanta dor?
Para entender a dor, precisamos olhar para a anatomia. O cotovelo serve como a âncora para os músculos que estendem o punho e os dedos.
Sempre que você segura um haltere, uma raquete ou até uma mala pesada, esses tendões são tracionados. Se o esforço é repetitivo ou excessivo, surgem microlesões no tecido. Como os tendões têm um metabolismo mais lento (pouca circulação sanguínea), o corpo muitas vezes não consegue cicatrizar essas fibras sozinho, gerando um ciclo de dor e fraqueza.
Quando optar pelo Tratamento Injetável?
O tratamento injetável não é a primeira opção, mas torna-se essencial em dois cenários:
- Lesões Estruturais: Quando a ressonância mostra rompimento parcial de fibras ou áreas de "desgaste" (tendinose).
- Falha Terapêutica: Quando o paciente já fez meses de fisioterapia sem melhora significativa.
Principais Opções de Infiltração Moderna:
- Plasma Rico em Plaquetas (PRP): Muito utilizado em atletas de elite. Coletamos o sangue do próprio paciente, centrifugamos para concentrar os fatores de crescimento e aplicamos no tendão. É um "combustível" biológico para a cicatrização.
- Ácido Hialurônico: Ajuda na lubrificação e organização das fibras de colágeno, reduzindo o atrito e a dor.
- Células Mesenquimais (Células-tronco): Obtidas do aspirado de medula óssea, são indicadas para casos mais complexos que exigem alto poder de regeneração.
Como é feito o procedimento?
Diferente das infiltrações antigas "no escuro", hoje utilizamos a ortopedia guiada por imagem:
- Precisão: O uso do ultrassom permite que a agulha chegue exatamente no foco da lesão.
- Conforto: Realizado com anestesia local (e sedação leve para quem tem fobia de agulhas).
- Agilidade: O procedimento dura de 15 a 20 minutos e o paciente vai para casa no mesmo dia.
Recuperação e Retorno ao Esporte
Após a aplicação, o cuidado é simples, mas rigoroso:
- 48h iniciais: Repouso relativo. Nada de carregar peso ou treinar braço.
- Após 72h: Retorno gradual a atividades leves.
- Reabilitação: Essencial para "ensinar" o novo tecido a suportar carga através de exercícios excêntricos.
Importante: Evite infiltrações repetidas de corticoide. Embora aliviem a dor rápido, elas podem enfraquecer o tendão a longo prazo. O foco deve ser a regeneração, não apenas a analgesia.
Dr. Guilherme Noffs Ortopedista Especialista em Ombro e Cotovelo em São Paulo Especialista em Medicina Regenerativa e Ortopedia Biológica
Conheça o Dr. Guilherme Noffs
Dr. Guilherme atende em consultório particular como ortopedista de Ombro e Cotovelo e Especialista em Terapias da Dor no Hospital Albert Einstein Perdizes e na Clínica SEBE, Vila Mariana.
Além disso, atua no atendimento de urgências no Hospital Albert Einstein e realiza cirurgias nos Hospitais Sírio-Libanês, São Luiz - Rede D'Or e São Camilo.















