Quer saber como surge a tendinite?
A tendinite é uma condição que afeta os tendões, estruturas que conectam os músculos aos ossos, e pode causar dor, inchaço e limitação de movimento.
Apesar de muitas pessoas associarem o problema apenas a esforços físicos intensos, a tendinite pode surgir por diversos fatores.
Isso inclui movimentos repetitivos, sobrecarga, postura inadequada e até alterações naturais relacionadas ao envelhecimento.
Portanto, compreender como e por que a tendinite se desenvolve é essencial para prevenir complicações, garantir a recuperação adequada e evitar que a inflamação evolua para lesões mais graves do tendão.
Continue lendo para entender melhor!
Quais são os principais fatores para o surgimento da tendinite?
Entre as principais causas da tendinite, destacamos:
- Movimentos repetitivos: atividades que exigem uso contínuo de um tendão, como digitação, esportes ou trabalho manual, aumentam o risco de lesão;
- Sobrecarga física: esforços excessivos ou inadequados, como levantar objetos pesados sem técnica adequada, podem danificar os tendões;
- Envelhecimento: com o tempo, os tendões perdem elasticidade e resistência, tornando-se mais suscetíveis a lesões;
- Postura inadequada: manter posições incorretas durante atividades diárias ou exercícios pode sobrecarregar os tendões;
- Doenças subjacentes: condições como diabetes, artrite reumatoide e gota podem enfraquecer os tendões e aumentar o risco de tendinite;
- Traumas diretos: acidentes ou lesões que afetam diretamente o tendão podem causar inflamação e dor.
Como surge a tendinite?
A tendinite é a inflamação de um tendão, que é a estrutura que conecta o músculo ao osso.
Diferente dos músculos, os tendões não possuem irrigação sanguínea própria, ou seja, não têm artérias ou veias dedicadas.
Eles recebem oxigênio e nutrientes, principalmente, por difusão a partir dos tecidos ao redor, o que significa que o metabolismo do tendão é mais lento do que o do músculo ou de outras estruturas com vascularização direta.
Por essa razão, os tendões são mais delicados e demoram mais para se recuperar após esforços repetitivos ou intensos.
Quando uma estrutura como essa é exigida com frequência, sem tempo suficiente para regeneração, podem ocorrer microlesões e inflamação, caracterizando a tendinite.
Se essa sobrecarga for prolongada e contínua, sem descanso adequado, a inflamação pode se tornar crônica, levando à tendinite crônica, que dificulta a recuperação e aumenta o risco de ruptura parcial ou total do tendão.
Assim sendo, o cuidado com alongamento, fortalecimento muscular adequado, aquecimento antes da atividade e períodos de descanso é fundamental para prevenir o surgimento de tendinites e preservar a saúde dos tendões.
Quer entender a relação entre tendinite e bursite no ombro? Confira esse artigo completo em nosso blog!
Quais sintomas indicam uma possível tendinite?
Essa condição pode se manifestar por meio de diversos sinais.
Entre eles, estão:
- Dor localizada: desconforto no tendão afetado, que pode aumentar durante movimentos específicos ou esforço físico;
- Sensibilidade ao toque: região inflamada pode apresentar dor ao pressionar;
- Inchaço: leve edema ao redor do tendão, causado pela inflamação;
- Rigidez ou limitação de movimento: dificuldade para realizar movimentos completos ou amplitude reduzida da articulação;
- Calor ou vermelhidão: em alguns casos, a área afetada pode parecer mais quente ou apresentar coloração avermelhada;
- Estalos ou sensação de atrito: algumas pessoas relatam barulhos ou sensação de raspagem ao movimentar o tendão;
- Fraqueza muscular: dificuldade em realizar esforços que envolvam o tendão inflamado, como levantar objetos ou fazer exercícios específicos.
Como realizamos o tratamento da tendinite no ombro?
O primeiro passo para o tratamento da tendinite no ombro é identificar e atuar sobre a causa da condição
Por exemplo, se o problema surge devido à sobrecarga por exercícios, pode ser necessário ajustar ou corrigir a atividade, além de incluir alongamentos e fortalecimento muscular específicos para a região afetada.
Além dessas medidas, existem recursos que promovem a recuperação biológica do tendão.
Um exemplo é o uso de ácido hialurônico no ombro, aplicado via injeção na região lesionada, geralmente guiada por ultrassom.
Este procedimento ajuda na cicatrização, fortalecimento e saúde do tendão, oferecendo alívio da dor já nas primeiras semanas, diferentemente das infiltrações com corticoide, que apenas reduzem temporariamente a inflamação sem estimular a reparação do tecido.
Também podemos indicar suplementos de colágeno via oral, embora o estímulo direto no tendão seja mais eficaz.
O tratamento conservador inclui ainda medidas complementares, como, por exemplo:
- Medicação para dor;
- Compressas de gelo ou calor;
- Repouso;
- Fisioterapia;
- Acupuntura;
- Terapia por ondas de choque;
- Adaptação das atividades que geram desconforto.
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Como surge a tendinite? O que acontece quando a inflamação do tendão se torna crônica?
Quando a inflamação do tendão se torna crônica, ela deixa de ser apenas um desconforto passageiro e pode evoluir para alterações estruturais mais sérias, como rasgos ou roturas do tendão, que exigem cuidados mais intensivos.
Nesse estágio, o tendão apresenta perda de elasticidade, enfraquecimento e menor capacidade de cicatrização, dificultando a recuperação apenas com repouso ou medidas simples.
Apesar de a tendinite não ser considerada uma condição grave, postergar o atendimento pode transformar um quadro simples em um problema mais complexo, que demanda intervenção mais longa e, em alguns casos, até cirurgia.
Porém, ressaltamos que a cirurgia é raramente necessária, sendo indicada apenas quando há alterações estruturais como síndrome do impacto, artrose acromioclavicular ou rotura do tendão decorrente de tratamento tardio.
Com avaliação precoce e acompanhamento adequado, a tendinite do ombro costuma ser tratada com sucesso, permitindo que o paciente retome suas atividades com segurança e sem dor.
Por isso, ao sentir qualquer desconforto persistente no ombro, não espere que a dor passe sozinha, marque uma consulta com o especialista para diagnóstico e tratamento adequados.
Conheça o Dr. Guilherme Noffs
Dr. Guilherme atende em consultório particular como ortopedista de Ombro e Cotovelo e Especialista em Terapias da Dor no Hospital Albert Einstein Perdizes e na Clínica SEBE, Vila Mariana.
Além disso, atua no atendimento de urgências no Hospital Albert Einstein e realiza cirurgias nos Hospitais Sírio-Libanês, São Luiz - Rede D'Or e São Camilo.














